O lado ruim da
curiosidade
Era uma manhã qualquer, um dia
letivo na escola Três Poderes situada na zona norte da grande e movimentada
Belo Horizonte.
Os alunos do terceiro ano do
ensino médio estavam com o olhar fixo na professora de química, a qual prosseguia
sua aula falando sobre o petróleo e seus derivados.
Num determinado momento, a
professora Cristina, que por sua postura séria era muito respeitada em sala e
poucas vezes contestada, citou a vaselina como um dos derivados do petróleo e
Humberto, após ouvir também que o petróleo é uma fonte renovável a longo prazo,
virou-se para sua amiga Fernanda e disse: - Tá vendo Fernanda?! É melhor você
parar de usar vaselina ou vamos ficar sem petróleo! Fernanda, sem entender, deu
uma risadinha de canto de boca e continuou a prestar atenção na aula.
Inconformado com a atitude de
Fernanda, Humberto logo mandou mais uma: - E aí Fernandinha, não vai parar de
usar vaselina nunca? E mais uma vez ela fez cara de desentendida, mas
aproveitou parar perguntar: - O que é vaselina? Humberto já perdendo a
paciência diz: - Ah! Joga no Google!
A curiosidade de Fernanda era
tanta que ela logo pensou: - Aposto que isso é algum tipo de besteira, mas vou
perguntar pra professora, tenho certeza que ela irá me responder discretamente.
Então, sem pensar duas vezes, ela chamou a professora e cochichou: - Prof, o
que é vaselina?
Dando um pulo para trás a
professora já assumiu a frente da sala e disse: - Gente! Presta atenção aqui! A
Fernanda veio me perguntar o que é V-A-S-E-L-I-N-A, vou falar pra sala toda,
porque vai que alguém mais não sabe o que é né! Então com todos os detalhes a
professora Cristina explicou exatamente para que servia a vaselina enquanto
todos os alunos riam da cara de Fernanda